9 de set de 2009

LA BELLE ÉPOQUE



Achei interessante esse assunto e resolvi postar!

LA BELLE ÉPOQUE

Por Leonardo Oliveira

Você corre o olho pela vitrine e lá está ele: o casaco perfeito. Do corte ao tecido, todos os detalhes são impecáveis. Antes que mais alguém se dê conta daquela preciosidade, você entra correndo na loja e pede à atendente para provar o seu mais novo objeto de desejo. Caminha decidida para o vestiário, fecha a porta e respira fundo. Enfim sós. Mas o que se encaminhava para um lindo final feliz logo se torna uma frustração. A peça não fecha. Pior: aquele é o maior tamanho disponível. O que você faz?:

a) Amaldiçoa seus quilinhos a mais e corre para fazer matrícula na academia.

b) Pergunta a si mesma por que é você que tem que se adaptar à moda, e não o contrário.

Se você escolheu a resposta b, saiba que não foi a primeira a fazer esse questionamento. Diariamente, inúmeras pessoas se questionam se o que a moda lhes impõe é realmente o ideal para elas. A discussão é antiga, e provavelmente teve origem com a invenção da Alta Costura, em meados do século XIX.

Foi a partir desse momento que o vestuário deixou de ser confeccionado segundo as medidas do cliente e passou a seguir as regras definidas pelo estilista.

Mas quais foram os motivos para essa mudança? Em que contexto ela se deu? Será que a sociedade da época aceitou tudo passivamente ou houve quem se manifestasse contra? Conhecer um pouco mais sobre o passado da moda é um ótimo caminho para entender as questões que fazem parte do seu presente.

S de sacrifício
Até a fundação em Paris do Atelier Worth & Bobergh, em 1857, as roupas eram feitas de acordo com o perfil do usuário. As costureiras cuidavam das peças femininas, e os alfaiates, das masculinas. Muitas vezes, as próprias mulheres burguesas costuravam o seu vestuário, contribuindo para as economias familiares.

Entre as peças mais comuns da época, estavam as �crinolinas�, saias armadas que eram sustentadas por camadas e mais camadas de tecido ou por elaboradas armações metálicas.

As crinolinas foram bastante comuns até a segunda metade do século XIX, quando deram espaço para a famosa silhueta em S, cuja maior característica era a extrema valorização do busto e do traseiro.

Esse visual era possível graças a apertados espartilhos de cetim ou seda, que garantiam a cintura de vespa, além de uma pequena almofada que erguia a saia na parte de trás e elaborados adornos que chamavam a atenção para o decote. (AIIIIIIII ACHO QUE VOU USAR UM ESPARTILHO PRA AFINAR MINHA LINDA SILHUETA!!)

Tanto ornamento tinha uma explicação: uma vez que o vestuário masculino era simples e sério, cabia às mulheres demonstrar, através de suas roupas, o êxito financeiro de seus maridos. (HOJE MUITA COISA MUDOU, affff).Aliás, demonstrações públicas de riqueza eram bastante comuns e bem-vistas na época. Esta matéria fez parte da revista Catarina edição 07.

Algumas imagens dessa epoca!


3 comentários:

  1. Oi Mó... tem selinho no meu blog para vc!! :D
    http://cafofodacarol.blogspot.com/2009/09/meu-1-selinho.html

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  2. EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, BRIGADUUUUUUUUUUUU CAROLLLLLLLLL, BEIJO ENORME!

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  3. Adorei as imagens do seu blog!
    Bjs

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